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Músico Nerd

5 Motivos para Você Começar a Usar o Ableton Live.

April 3, 2016

 

Foi-se o tempo em que o músico dependia exclusivamente de um estúdio para gravar e de uma tonelada de hardwares para produzir a sua música. Sintetizadores, sequenciadores, gravadores, mixers, efeitos, custavam muito e eram privilégio pra poucos.

 

Hoje é sabido que com muito menos dinheiro pode-se montar um home studio e ter centenas de versões virtuais de tudo que ocupava um estúdio inteiro.  Uma das peças principais de um estúdio é a DAW (Digital Audio Workstation), onde você pode gravar, editar, mixar, enfim, produzir as suas músicas. Porém, cada DAW tem suas vantagens e desvantagens em relação às outras, pois, vão muito além de gravar e editar uma pista de áudio.

 

Há anos atrás, um amigo guitarrista me falou que estava com um projeto de música eletrônica, onde ele soltava loops “on the fly” (durante a performance), além de gravar outros loops com sua guitarra. Desta forma ele compunha músicas durante a performance, somando camadas de loops pré prontos aos que ele fazia na hora. Na época, me interessei muito, pois estava buscando ter essa flexibilidade ao vivo, mas, ainda não possuía as ferramentas e o conhecimento necessário.

 

O software que ele usava era o Ableton Live. Baixei para testar, mas, não entendi nada,  pois era uma DAW bem diferente da que eu usava na época, o Cakewalk Sonar. Acho que deixei o arquivo parado por uns anos, até que resolvi me esforçar para ver se valeria à pena.

Hoje, é uma ferramenta essencial para o meu trabalho!

Então, trago aqui 5 motivos para você, que ainda está na dúvida, começar a usar o Ableton Live! Além disso, mostro como este software pode ser útil não só para músicos, mas para artistas em geral!

 

 

1- O Live é imbatível quando se trata de uma performance ao vivo.

 

 

 

O software trabalha em dois “views”, ou modos, diferentes: “arrangement view” e “session view”. A “arrengement view” é muito parecida com a de outras DAWs, onde se pode visualizar as pistas uma em baixo da outra, com uma timeline horizontal.

 

Já a “session view” possui pistas posicionadas lado a lado, cada um contendo vários “clip slots”, organizados verticalmente. Nestes slots você pode gravar os seus loops, inserir loops prontos e manipulá-los como bem entender.

 

É na “session view” que boa parte da “mágica” do Live acontece. O nome “Live” não é à toa, ele é voltado para a performance ao vivo.

 

Nos clip slots você pode gravar um loop, ativar outro, desligar outro, e assim por diante, controlando a estrutura da sua música “on the fly”, durante a performance. Por essas e outras que muitos artistas, como o Daft Punk, usam o Live ao vivo.

 

Assim, você tem mais espaço para deixar a sua criatividade fluir. O que nos leva ao próximo item.

 

 

2 - Ele te ajuda no seu processo criativo.

 

 

Para muitos compositores, ou para a maioria deles (nossa), é muito difícil planejar uma música do início ao fim. Geralmente temos uma ideia, e a partir dela vamos construindo a música.

 

Que tal gravar uma ideia, deixá-la em loop, gravar outra, deixá-la em loop, jogar um loop pronto, uma inspirando a criação da outra. Feito isso, bote pra gravar, ligue loops, desligue, controle efeitos, tudo de forma orgânica, como se estivesse improvisando com uma banda. No final, aperte stop e você tem a sua performance gravada. Edite, mude algumas coisas e terá um esboço pronto, ou até uma música pronta, aí é só mixar e masterizar.

 

Para auxiliar neste processo você pode ligar diversos controladores para controlar qualquer parâmetro do Live, sem ter que tocar no mouse ou teclado. O que nos leva a...

 

 

3 - Utilizar controladores MIDI é muito fácil e prático.

 

 

 

Command + m” (Mac), ou “ctrl + m” (PC), clique no parâmetro que quer controlar, mexa na peça que você quer utilizar do seu controlador, e pronto, você já está controlando o Live. Além disso, o Live possui controladoras feitas especialmente pra ele, como a clássica Akai APC 40, ou a recente Ableton Push, fabricada pela própria Ableton.

 

Felizmente, o Live não é apenas prático, mas, também, vai fundo nos midi mappings. Você pode mapear um knob para controlar diversos parâmetros ao mesmo tempo, usar a primeira metade do potenciômetro rotatório para controlar um efeito, a outra metade para controlar outro, enfim, são muitas possibilidades para você e seu controlador.

 

Entretanto, algumas ferramentas não são tão obvias de se usar, como o exemplo anterior, e nem vêm prontas no Live. Como assim não vêm prontas? Pois é, você pode programar suas próprias ferramentas!

 

 

4 - Max For Live.

 

 

 

A partir da versão 8, o Live vem com a ferramenta “Max for Live”, ou simplesmente “M4L”. “M4L  = Max + Live”.

 

O Max, software criado pela Cycling 74, é um ambiente de programação voltado à música e vídeo. O Max não usa texto como linguagem, mas, uma interface gráfica. Nele você cria “objetos” que são caixas com determinadas funções, que são ligadas umas nas outras através de “cabos”, os patch cords. Ele funciona como se fossem hardwares ligados uns nos outros.

 

Não vou falar muito sobre o Max aqui, porque certamente ele vai ganhar uns posts aqui no Blog.

 

Resumindo, o Live ganhou uma ferramenta incrível que une o poder dos dois softwares. Com o M4L você pode “hackear” funções do Live e fazê-lo funcionar da maneira que você quiser, criar seus próprios efeitos, instrumentos e muitos etcs.

Eu, por exemplo, criei um sistema que utiliza a webcam para observar o movimento de bolas de malabares, para transformá-los em parâmetros musicais (!!!). Desta forma utilizo esta informação para controlar instrumentos no Live (vídeo). Até a minha foto no “Sobre” foi editada no Live!

 

 

5 - O Live pode ser utilizado por uma variedade de artistas.

 

 

O M4L te permite criar diversas ferramentas que não são nativas do Live, mas você não necessariamente precisa criá-las, você pode baixá-las.

Um dos grandes exemplos disso é o Vizzable. O Vizzable é uma ferramenta criada no M4L dedicada a vídeo, dando ao Live o poder de um software de VJ. Desta forma você pode integrar suas pistas de áudio com as suas de vídeo.

Por exemplo, use o ataque do seu bumbo para disparar loops de vídeo, deixe a intensidade do volume de algum sintetizador controlar a intensidade de algum efeito no vídeo captado pela sua webcam.

Com o Max for Live, se torna possível integrar diferentes áreas, como música, vídeo, programação, etc, um ponto muito forte para quem trabalha com sistemas interativos.

 

 

CONCLUSÃO

 

O Ableton Live é uma DAW incrível, com ferramentas únicas. Aqui citei apenas algumas das possibilidades do software. Mesmo depois de anos utilizando-o continuo achando novidades, novas ferramentas, sempre há algo a aprender, o que acaba agregando às minha produções. Não existe DAW melhor que outro, existe a DAW que é melhor para você. Se você achou que o Live pode ser interessante, experimente! Existem milhares de tutoriais por aí, e, em breve, uns por aqui, para te ajudar a desvendar o software.

 

E aqui, de bônus um vídeo mostrando um pouco das possibilidades do Ableton Live!

 

 

 

E você o que acha do Ableton Live? O que você acrescentaria nesta lista? Não deixe de comentar a baixo. Até a próxima!

 

P.S. Não ganho nada da Ableton para divulgar o software. D=

 

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